Mentoria profissional: o que é e como funciona e por que fazer?

mentorial-profissional

O processo de mentoria profissional não é algo novo, existe desde os primórdios da humanidade.

Com o tempo, esse processo foi ganhando cada vez mais força, inclusive sendo difundido nas empresas, o que é benéfico para todos os envolvidos, afinal, as organizações também saem ganhando com profissionais mais preparados para os desafios diários do mercado de trabalho.

Uma mentoria vai muito além do desenvolvimento de competências técnicas, ou seja, da ampliação das suas hard skills. Isso porque se trata de um aprendizado por meio da experiência que é passada de pessoa para pessoa, algo muito valioso para evoluir na carreira. 

Para se aprofundar no tema e tirar as suas dúvidas sobre como funciona e os diferenciais de uma mentoria profissional, vem comigo. Pegue um chá, um café ou uma água e prepare-se para mergulhar nesta leitura!

O que é uma mentoria profissional?

Uma mentoria profissional tem o objetivo de contribuir para o planejamento e a aceleração da carreira do mentorado. Deve ser realizada por pessoas com uma diferença de conhecimento, sendo que uma delas precisa ter mais experiência sobre determinado assunto e a outra a vontade de aprender.

O objetivo desse tipo de mentoria é oferecer um direcionamento de carreira, esclarecendo caminhos e oferecendo orientações e possibilidades de aperfeiçoamento relacionadas ao crescimento profissional. 

Além disso, uma mentoria profissional não necessariamente se trata de um “curso estruturado com didática”, afinal, é sobre um indivíduo transmitindo conhecimento para outro por meio da sua experiência de vida pessoal e profissional. Ou seja: não estamos falando obrigatoriamente sobre um processo que contempla um conteúdo pronto e empacotado.

Como funciona uma mentoria profissional?

O processo mais “comum” de mentoria profissional é aquele em que o mentorado e o mentor têm uma hora marcada na agenda semanal, quinzenal ou mensal. Eu particularmente não sou muito a favor dessa dinâmica engessada. Por mais que possa funcionar dessa forma, há o risco de cair no automático.

É bem comum que o mentorado nem pare para refletir muito sobre aspectos que precisam ser trabalhados e acabe comparecendo ao encontro somente para “cumprir tabela” e ficar falando sobre a vida de forma mais geral.

Mas vale lembrar que mentoria NÃO é terapia!

Então, será que não faz muito mais sentido, o mentorado ter a possibilidade de acionar o mentor conforme a necessidade, nos momentos em que for interessante para ele? Como se ele pudesse apertar um botão quando percebe que precisa de ajuda em uma situação e, nesse momento, ele e seu mentor se conectam para trocar experiências e aprendizados valiosos.

Por aqui, várias vezes em que me encontro em uma situação desafiadora na carreira, procuro pensar como meu mentor ou mentora agiria se estivesse no meu lugar. E, assim que tenho a oportunidade, procuro trocar uma ideia com esse profissional que é uma referência em termos de comportamento e experiência, atuando como um guia para mim. 

Isso, na minha opinião, é bem mais valioso do que toda semana bater ponto na mentoria, mesmo quando não há necessariamente uma questão específica e relevante a ser trabalhada.

Qual é o papel do mentor?

O papel do mentor é ser uma espécie de guia para o mentorado e, por isso, deve ter um conhecimento mais profundo na área em que o outro profissional deseja se desenvolver, pois assim estará apto para contribuir para o seu aprendizado e crescimento.

O processo da mentoria profissional, portanto, só funciona se de um lado houver uma bagagem profunda – amparada por resultados sólidos – por parte do mentor e do outro lado a sede de conhecimento do mentorado. 

Não é apenas sobre desenvolver hard skills (algo que facilmente se encontra em diversos cursos e treinamentos online, por exemplo), mas principalmente sobre absorver a experiência do mentor em termos de comportamentos no dia a dia de trabalho.

Quais são as diferenças entre a mentoria profissional e outras formas de desenvolvimento?

A cabeça da maioria das pessoas ainda funciona de maneira muito parecida, buscando aprendizado por meio de conhecimento estruturado. De forma geral, acredita-se que os cursos de extensão, um mestrado ou uma pós-graduação sejam os únicos caminhos para garantir o progresso profissional e o respaldo na carreira. 

Mas será mesmo que essa é a única e melhor forma de desenvolvimento em todos os contextos?

Hoje em dia, é tão fácil aprender sobre qualquer assunto com quem viveu na prática os desafios que você está enfrentando, que vale considerar a mentoria profissional como uma opção.

Toda forma de desenvolvimento profissional é válida, mas é preciso se lembrar de que a mentoria, apesar de nem sempre oferecer um conhecimento tradicional e estruturado, tem muito potencial e é capaz de agregar valor para o crescimento das pessoas.

Inclusive, uma mentoria profissional pode ser um processo bem mais acelerado, afinal, imagine ter a oportunidade de aprender diretamente com quem já encarou tantos desafios e experiências similares àquilo com o que você está lidando ou se preparando para lidar na sua carreira?

Os benefícios da mentoria profissional na carreira

Como já falei anteriormente, qualquer forma de desenvolvimento é válida. No caso da mentoria profissional, o mais importante para alcançar os resultados desejados é encontrar um mentor de carreira ideal para as suas necessidades.

No geral, a mentoria profissional se diferencia por ser um processo personalizado, em que você tem acesso a uma pessoa com maior conhecimento em determinado assunto e, portanto, é capaz de absorver conhecimento aplicado de forma bastante rica e prática.

A partir disso, é inegável que se houver comprometimento de ambas as partes, haverá um crescimento acelerado do mentorado, afinal, se trata de um aprendizado prático, que vai muito além da teoria.

Professor x Mentor

Uma questão que sempre paira no ar é sobre a profissão de mentor se assemelhar à carreira de um professor. Posso dizer por experiência própria que existe sim uma interseção entre essas profissões, mas existe também uma diferença essencial que separa mentores de professores.

Eu estou falando da experiência prática. Muitas vezes, em cursos mais tradicionais, as pessoas aprendem com professores que não têm vivência prática daquilo que ensinam. Muitos professores estão limitados à teoria.

E não me entenda mal. Eu valorizo demais o trabalho de professores por aí afora. Sou um profundo admirador desta nobre profissão. Mas não podemos generalizar que todo professor pode ser considerado um mentor.

Conheço muitos professores que agem como mentores pois falam e fazem aquilo que ensinam. No entanto, conheço também vários professores que não podem ser considerados mentores, justamente por não terem a vivência prática daquilo que ensinam. Você já trabalhou com professores assim também?

Não espere que deem o primeiro passo por você

A minha grande recomendação é que você não fique esperando a sua universidade ou a sua empresa oferecer uma mentoria. Tenha iniciativa para buscar os seus mentores, afinal, é algo que você está fazendo por si mesmo, pelo seu crescimento. 

Na empresa em que eu trabalho aqui nos Estados Unidos, por exemplo, nunca ofereceram nenhum tipo de programa de mentoria, mas sempre fui atrás de quem era referência para mim e isso me ajudou muito a evoluir não apenas no âmbito profissional, mas também no aspecto pessoal.

É claro que, quando há comprometimento por parte da empresa, faz uma enorme diferença também, portanto, se quiser levar a minha mentoria corporativa para a sua organização, me envie uma mensagem por inbox com a palavra MENTORIA para receber o material com mais detalhes sobre como funciona o meu processo de mentoria profissional para empresas.

Será um prazer levar a minha mentoria para dentro da sua organização. Vamos juntos fazer essa transformação?