Segunda-feira. Você acordou mais cedo. Meditou por 10 minutos. Tomou um café mais saudável. Banho. Chegou mais cedo ao trabalho. Elencou suas atividades da semana. Atacou as primerias. Almoçou melhor. Atacou mais duas ou três tarefas. Conseguiu sair no horário. Tomou um pré-treino. Foi para academia. Chegou em casa cansad@, mas satisfeit@. Assistiu a uma série. Leu algumas páginas de um livro novo. Deitou com a sensação de um dia extremamente produtivo. Dormiu.

Terça-feira. Acordou no horário normal. Meditou por 10 minutos. Tomou café e banho. Chegou no trabalho como sempre. Atacou algumas atividades. Almoçou. Trabalhou um pouco mais. Esqueceu o pré-treino. Foi para a academia mesmo assim. Chegou em casa cansad@. Assistiu a uma série. Deitou com a sensação de um dia bom. Dormiu.

Quarta-feira. Acordou atrasad@. Banho. Tomou café no trabalho. Trabalhou. Almoçou. Trabalhou. Foi beber com a galera. Chegou em casa. Dormiu.

Quinta-feira. Acordou. Trabalhou. Dormiu.

Sexta-feira. Trabalhou. Bebeu. Explodiu!!!

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Por que será que não conseguimos manter a mesma produtividade da segunda-feira ao longo da semana? Por que será que todas aquelas fórmulas lindas que você vê por aí funcionando com os seres mais produtivos do planeta não funcionam pra você?

Bem. Muito provavelmente você está negligenciando a primeira regra básica para ser mais produtivo.

Produtividade é algo pessoal.

Faz um bom tempo que eu estudo gerenciamento de tempo. E tudo começou em 2012, quando eu li o livro Equilíbrio e Resultado, do Christian Barbosa, assim que ingressei no mercado de trabalho. (Aliás, se você quer um ponto de partida bem straight forward, sugiro que comece com esse livro).

Parênteses à parte, todos os estudos culminam em algum tipo de manual da produtividade ou nas 151 dicas que tornarão você uma pessoa mais produtiva.

Mas pouca gente se esquece de salientar que toda dica precisa ser calibrada. De nada adianta você usar as dicas do Stephen Covey ou do Charles Duhigg, da Bel Pesce ou da Pugliesi, se você não as adequar a você!

A armadilha

Um mundo cada vez mais recheado de informações e pontos de distrações tem nos feito menos produtivos.

Ferramentas criadas com o objetivo de nos ajudar viram-se contra nós e acabam nos traindo pelas costas.

Faça uma experiência. Vá no Ajustes do seu celular, em tempo de tela (screen time) e veja quanto tempo você gasta por dia nele.

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Tomou um susto?

Pois é. Esse é o seu principal diagnóstico de (im)produtividade. É o scan de para onde você está empurrando sua vida.

Agora reflita…

Quanto dessas 3 ou 4 horas no Whats App, no Instagram ou até aqui no LinkedIN, contribuem para o seu objetivo maior e realmente fazem com que você seja mais eficaz?

Lembrem que essas ferramentas vieram para nos ajudar.

Você não precisa não tê-las, o problema é o uso em excesso.

Eu, por exemplo, decidi não ter Instagram ou Facebook porque me conheço e sei o quanto tempo eu perderia por lá. Me acrescentaria algo? Com certeza! Mas no meu julgamento o tamanho do acréscimo que me traria não justifica o tempo que eu desprenderia por lá.

Quantas vezes você olha sua caixa de e-mail por dia? Quantas caixas de e-mail você tem?

Talvez você tenha dois números de celular.

Algum dia eu lembro de ter lido que se você acessa algum app por mais de 60 vezes por dia, isso é um sinal de ansiedade extrema.

Isso me matou! Eu acesso alguns aplicativos mais de 100 vezes ao dia facilmente.

O que fazer então?

A primeira coisa é sempre olhar para essas dicas com um viés completamente pessoal. Não pense na dica funcionando para a pessoa que está dando a dica. Pense na dica funcionando (ou não) para você!

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Todas essas dicas e regras de ouro são muito úteis. Mas de nada adiantam se não forem adaptadas a você.

Começar o dia no dia anterior. Reduzir o número de pontos de distração. Fazer intervalos pequenos, porém regulares. Respirar!

Enfim…

Eu costumo dizer:

Tudo que você faz que vai de encontro ao seu “natural” tem prazo determinado.

E aí pode ser válido para certos objetivos, como concluir seu Mestrado, correr uma maratona ou perder peso para o verão. Mas não tende a funcionar no longo prazo.

A questão é que o mundo acelerado e recheado de informações em que vivemos nos leva a buscar fórmulas prontas como tentativa de atalho para determinados objetivos.

E está nos matando!

Além de não conseguirmos ser eficazes (ou eficientes?) no longo prazo, nos frustramos com o sentimento de não termos conseguido.

Tenha uma coisa na cabeça.

Você não será mais produtivo acordando às 5h da manhã se você é noturno. 

Também não será mais produtivo trabalhando de casa se você funciona melhor na rua.

E vice-versa!

Portanto, comece por você.

E se quiser um ponto de partida além do livro que citei, sugiro dois artigos que me inspiraram a escrever esse e que abordam o tema de uma maneira leve e com referências de pessoas com boa margem de produtividade.

  1. Lidando com os efeitos colaterais do discurso motivacional, do Matheus de Souza.
  2. Seja mais produtivo com 5 hábitos simples e fáceis, da Laís Vargas.

Mas seja egoísta. Não pense na Laís e no Matheus não. Eles já estão nadando de braçada no que diz respeito à produtividade e muito mais.

É hora de você cuidar de você!

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